Imagine-se sendo Alexandre o Grande saindo de Pella para salvar o mundo

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Alexandre, o Grande (356-323 a.C.), era o que hoje chamaríamos de macho-alfa — a mil por hora. Tão bom de poesia quanto de guerra, estava mesmo destinado a ser famoso pela eternidade.

Como esperar algo diferente levando em conta a onipresente sombra do seu pai? De fato, Papai — ninguém menos que o rei Felipe II da Macedônia — era visto como descendente do deus Hércules.

Se não bastasse, Mamãe era a princesa Olímpia do Épiro, que tinha o lendário Aquiles entre seus ancestrais. Por aí nota-se por que o status de celebridade estava assegurado, embora o precoce Alexandre às vezes dissesse que Zeus era o seu verdadeiro pai.

Isso é que é gratidão! Aos doze anos, Alexandre já conquistava as coisas — no caso, Bucéfalo, um cavalo bravo que nem os mais exímios cavaleiros macedônios aceitavam montar. Aos treze, havia Aristóteles como tutor pessoal.

Ele não tinha limites: tocava lira com maestria e aprendeu de cor a Ilíada, de Homero; também era sensível e admirava o rei persa Ciro, o Grande, pelo respeito que dedicava às culturas que pilhava.

Assim preparado, Alexandre partiu da Macedônia em 334 a.C. para iniciar uma campanha de conquistas que duraria uma década. Sua primeira grande vitória foi contra os persas em Issus (sudeste da atual Turquia).

Então ele seguiu para o sul, conquistando portos marítimos fenícios antes de avançar sobre o Egito, onde fundou Alexandria, cidade mediterrânea que ainda leva seu nome. Em 331 a.C., o Exército alexandrino entrou triunfalmente na Cirenaica.

Em Siuá, o Oráculo de Amon disse a Alexandre que ele conquistaria o mundo, e ele, veja só, acreditou. Atravessando o Tigre e o Eufrates, ele derrotou outro Exército persa antes de conduzir suas tropas para a Ásia Central e o norte da Índia.

Quando a fadiga e a doença puseram um basta em tudo, eles voltaram. Alexandre adoeceu no caminho, há quem esteja convencido de que foi envenenado. Morreu na Babilônia, com apenas 33 anos. Ninguém conhece o paradeiro do seu corpo ou tumba.