Uma experiência incrível dirigindo uma BMW 507

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Enquanto eu me preparava para dirigir o 507 1958 que pertence ao museu da fábrica. “Se hoje estivesse nevando como ontem, seu passeio seria cancelado.” Meu roteiro saiu do museu e percorreu ruas de Munique, na Alemanha, ate um aeroporto abandonado, onde pude rodar à vontade e posar para as fotos da revista, antes de retornar à garagem.

Acostumado aos sistemas eletrônicos de injeção, ao girar a chave no contuto, relembrei como era carro pegar na pariichi. Orientado pelo funcionário, pressionei o acelerador várias vezes. Dito e feito: o V8 alimentado por dois carburadores deu sinal de vida e passou a trabalhar como um bom relógio de corda,

A posição de dirigir esportiva me cativou desde o primeiro instante.

A direção não tinha assistência, mas não fez falta, pois o volante de baquelite branco e fino tinha diâmetro grande o suficiente para me ajudar nas manobras. E a suspensão estável me mandava mensagens tranquilizadoras nas cursas. O 507 não emplacou como se esperava porque era um carro caro, segundo registros da época.

Feito quase todo de forma artesanal, na Alemanha, ele chegava aos Estados Unidos custando 9 000 dólares, quase o dobro dos cerca de 5 000 dólares estimados pelo importador como sendo um valor interessante. Mas, mesmo assim, o 507 cumpriu a missão de colocar a BMW em destaque no mercado. Depois de apresentar os conservadores 501/502, em 1952, ninguém esperava que a empresa fosse tão ousada.

Hoffman se apaixonou pela BMW e, nos anos de 1960, abriu mão de todas as representações que tinha para se dedicar exclusivamente a essa marca, parceria que durou até 1975, quando a empresa alemã assumiu as operações no mercado norte-americano e o representante se retirou da atividade.

Hoffman viveu até 1981 e, depois de sua morte, sua fortuna foi usada na criação de uma fundação que se dedica a obras de caridade. Por suas contribuições pura a indústria de automóveis, ele foi homenageado com uma cadeira no hall da fama automotivo americano (Automotive hall of  Fame) e é lembrado sempre que  alguém fala de um dos carros que ajudou a criar.