Aprecie os momentos mais cruciais da primeira circum-navegação da história

Em 10 de agosto de 1519, Fernão de Magalhães e uma frota de cinco embarcações e mais de 230 tripulantes zarparam de Sevilha, descendo o rio Guadalquivir e dirigindo-se para o oceano Atlântico.

Sua missão — a Paixão secreta de Magalhães — era navegar para oeste, contornar o cabo Horn, no extremo sul da América do Sul, e atravessar o Pacifico até as Ilhas das Especiarias (atuais Ilhas Molucas, na Indonésia), famosa por sua produção de temperos.

Após um ano saltitando pela costa sul-americana, ele encontrou o estreito marítimo que hoje leva seu nome, atravessando a ponta sul do continente e chegando a um novo oceano, o maior do mundo, que ele batizou de Pacífico.

Uma viagem de ilha em ilha — Polinésia Francesa, Marianas, Guam — levou a expedição ao outro lado desse oceano, e em março de 1521 Magalhães aportou nas Filipinas, já perto do seu objetivo.

Semanas depois, o explorador cometeu um erro fatal, ao subestimar o espírito guerreiro do chefe Lapa-Lapu, da ilha de Mactan.

Como representante da Espanha, Magalhães havia conseguido a leniência de todos os chefes mais poderosos da região, com a única exceção de Lapu-Lapu.

Então, com sessenta dos seus melhores soldados, Magalhães navegou até a ilha para lhe dar uma lição de diplomacia com canhões.

Lapu-Lapu e seus homens defenderam seu espaço com uma ferocidade inimaginável, e Magalhães logo estaria de volta à sua nau, fatalmente ferido por uma lança que atingiu sua cabeça e envenenado por uma flechada na perna.

Morreu a 27 de abril. A expedição prosseguiu sem o seu líder, chegando à Ilha das Especiarias e contornando o cabo da Boa Esperança, na ponta sul da África. Só um navio, o Victória, voltou á Espanha, três anos depois da partida.

Apenas dezoito dos tripulantes sobreviveram, mas a primeira volta ao mundo havia sido concluída.