Siga os passos de Marco Polo

Em meados do século XIII, Veneta era uma potência do Mediterrâneo, sempre atenta a novas oportunidades comerciais. Isso inspirou os irmãos venezianos Niccoló e Maffeo Polo a viajarem com uma carga de pedras preciosas de Constantinopla à Crimeia.

Eles acabaram em Karakoram (na atual Mongólia), sede do império de Kublai Khan, que fez deles seus embaixadores perante o papa, com a condição de que o pontífice lhe enviasse cem dos seus melhores padres para defenderem o mérito da sua fé.

Se eles conquistassem Kublai, ele prometia converter todo o seu império ao cristianismo. Quando os irmãos voltaram para casa, ninguém acreditou em suas proezas.

Marco nem tinha nascido quando seu pai, Niccoló, Maffeo e seu tio partiram para a viagem; já era um adolescente quando eles regressaram. Logo depois, os irmãos Polo retornaram à corte de Kublai, levando consigo Marco, então com 20 anos.

Passaram por Balkh, pelos montes Hindu Kush, por Badakhshan e pela cordilheira do Pamir, por Kashgar, Yarkand e pela rota sul ao redor do deserto de Taklamakan, alcançando a China via Dunhuang e o corredor de Gansa.

Kublai achou Marco muito inteligente e fez dele um assessor de confiança, encarregado de reunir noticias de seu império, sobre o qual o próprio cã pouco conhecia.

Após dezesseis anos, os Polo foram autorizados a voltar para casa, percorrendo uma rota marítima a partir da costa leste da China, contornando a índia e subindo o golfo Pérsico para chegarem a Veneza em 1295.

A história se repetiu: ninguém reconheceu os Polo, nem acreditou na história deles. Anos depois, durante uma guerra contra Gênova, Marco foi capturado.

Na cadeia, contou as suas viagens, provavelmente o primeiro relato do gênero. Ainda hoje muitos duvidam, citando o fato de que os registros imperiais chineses não o mencionam.

No seu leito de morte, Marco se negou a desmentir o que contou, esquivando-se mais uma vez com a seguinte resposta: “Não contei nem metade do que vi”: